É conhecido o desencontro entre as Associações de Bombeiros e Paulo Pereira Coelho, secretário de Estado Adjunto da Administração Interna, com o presidente da Federação a acusar o governante de “trauliteiro” e de “nada fazer” pelo sector e com este a ser responsabilizado por dizer que “os comandantes não sabem ler mapas cartográficos».
Parece ser indiscutível que Paulo Coelho nada faz pelos bombeiros, mas sempre é capaz de se encontrar algum comandante que não saiba mesmo ler uma carta cartográfica. Ou não?
Que não seja barra em contas isso é evidente. Pelo menos capacidade de argumentação em relação às mesmas.
Ora vejamos:
Em entrevista hoje publicada no JN, Jorge Bernardo, ex-comandante dos BVCoimbra, diz que a queda "abrupta" do número de serviços remunerados, solicitados por entidades públicas representou, em 2004, uma redução de receitas na ordem dos 75.000 euros.
Uma situação considerada "muito preocupante" pelo ex-comandante Jorge Bernardo, na apresentação do relatório de actividades referente ao ano passado. Segundo os dados ontem divulgados, em 2003, os BV tinham prestado 3220 serviços, na maioria transporte de doentes, solicitados por unidades de saúde.
Ao longo do ano passado este número baixou para 2207. Sendo este tipo de serviço considerado "um dos suportes financeiros" da instituição, "é muito preocupante o que se está a passar", continuou Bernardo, que cessou funções a 31 de Dezembro.
A fazer fé nos números divulgados na entrevista, a média de cada serviço cifra-se nos 75 euros, o que não será muito nem pouco.
Mas o ex-comandante dos BVCoimbra não pode é considerar prejuízo um serviço que não fez, pois se o não fez foi porque, felizmente, tal não foi necessário...
Publicado por dizerbem em janeiro 20, 2005 05:39 PM